Dr. Marcelo Jacinto

Fisioterapeuta

CREFITO 52.542-F


Sobre a Especialidade

A fisioterapia respiratória, assim como a motora, tem importância fundamental no restabelecimento da saúde do paciente que é submetido a uma cirurgia oncológica abdominal de grande porte.

A cirurgia oncológica abdominal pode causar diversas complicações pulmonares no processo cirúrgico, tais complicações podem ser prevenidas ou minimizadas quando o paciente é orientado durante o processo pré-operatório com exercícios e dispositivos e com esta intervenção fisioterápica as complicações são prevenidas e/ou minimizadas.

A mecânica respiratória pode sofrer alterações no pós-operatório por diversos fatores como o uso de anestésicos que levam à depressão do SNC acarretando o comprometimento de uma boa mecânica ventilatória. Outro fator é a dor que pode ser comum neste tipo de procedimento e que leva a diminuição da expansibilidade torácica, o que repercute com mais intensidade na mecânica torácica, levando a limitação aos movimentos, dificuldade de tosse e redução na expansibilidade torácica.

Com a alteração da mecânica respiratória devido a dor, pode ocorrer o desenvolvimento de atelectasias, que é o colabamento dos alvéolos pulmonares, pneumonia e derrame pleural. Estas alterações podem estar associadas a uma limitação do trabalho diafragmático e restrição ao leito, bem como a uma internação prolongada.

A fisioterapia motora se baseia na prevenção de Trombose Venosa Profunda(TVP), com orientação de exercícios que contribuem para um bom retorno venoso, além de prevenir e tratar possíveis alterações no aparelho locomotor e com isso também trabalhando afim de evitar a imobilidade do mesmo no leito.

O fisioterapeuta deve instruir o paciente sobre a importância dos exercícios pré-operatórios, bem como no pós-operatório, estes exercícios devem ser realizados desde o pós-operatório imediato até algum tempo pós-alta. Deve também explicar a importância da tosse no pós-operatório, orientar o paciente sobre o uso das meias de compressão cirúrgicas que devem ser usadas no perioperatório, assim como no pós-operatório. A fisioterapia motora também deve estar preocupada no correto posicionamento do paciente no leito já no POI, que engloba desde a realização de exercícios passivos, assistidos e ativos mesmo no leito, bem como a deambulação.

Dr. Marcelo Jacinto

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